Sertão Santana - RS
Boa Noite, Seja bem vindo, Domingo 05 de Setembro de 2010
 
"Somente valorizando nossas origens, conseguiremos construir um futuro de progresso e desenvolvimento, sem perder a simplicidade que nos traz qualidade de vida
Menu vertical

M E N U

 

DICAS DE SAÚDE
O QUE É O CÂNCER DE BOCA


   São tumores malignos que acometem a boca e parte da garganta. Pode se desenvolver nos lábios, língua, céu da boca, gengivas, amígdalas e glândulas salivares.

   Como posso perceber um câncer de boca
   O câncer de boca pode se manifestar sob a forma de feridas na boca ou no lábio que não cicatrizam caroços, inchações, áreas de dormência, sangramentos sem causa conhecida. Dor na garganta que não melhora e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na parte interna da boca ou no lábio. Nas fases mais evoluídas, o câncer da boca provoca mau hálito, dificuldade em falar e engolir, caroço no pescoço e perda de peso.

   O que pode levar a pessoa a ter câncer de boca
   O fumo e o álcool são os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de boca. Pessoas que fumam e consomem bebidas alcoólicas excessivamente têm maior risco de desenvolver o câncer da boca. O risco aumenta quanto maior for o numero de cigarros e de doses de bebidas consumidos.

   Existem outros fatores de riscos
   Sim, como a falta de higiene bucal e a alimentação pobre em vitaminas e minerais, principalmente em vitamina C. a exposição excessiva ao sol também aumenta o risco de desenvolvimento do câncer do lábio.

   É possível descobrir o câncer de boca no inicio
   Sim. O exame rotineiro da boca feito por um profissional de saúde pode diagnosticar lesões no inicio, antes de se transformarem em câncer. Pessoas com mais de 40 anos que fumam e bebem devem estar mais atentas e ter sua boca examinada por profissionais de saúde (dentistas ou medico) pelo menos uma vez ao ano.

   Onde pode ser realizado exame da boca
   Profissionais de saúde treinados dos centros de especialidades odontológicas, CEO, e o de postos ou centros de saúde podem realizar o exame.

   O auto-exame previne a doença
   O auto-exame da boca é uma técnica simples que a própria pessoa faz para conhecer a estrutura normal da boca e, assim identificar possíveis anormalidades, como mudanças na aparência dos lábios e da parte interna da boca, endurecimentos, caroços, feridas, e inchações. Entretanto, esse exame não substitui o exame clinico realizado por profissional de saúde treinado. Para a realização do auto-exame, soa necessários um espelho e um ambiente e bem iluminado. Mesmo que não encontre nenhuma alteração, é importante a consulta regular ao dentista para o exame clinico da boca.

   Como diminuir o risco de câncer de boca
• Evite ou reduza o consumo de fumo e de álcool;
• Mantenha uma boa higiene bucal;
• Faça uma alimentação rica em frutas, verduras e legumes;
• Visite o dentista regularmente.
• Converse com seu medico ou dentista e informe-se sobre o exame clinico da boca.


Colaboração: Cândido Norberto da Silva
Fonte: Ministério da Saúde

 

REAÇÕES DEPRESSIVAS NORMAIS E DE AJUSTAMENTO


   Depressão é um problema médico que requer tratamento. Porém, não é sempre que a palavra depressão é utilizada neste sentido. Às vezes esse termo é utilizado pela população leiga, para se referir à sensação de tristeza, desânimo, vontade de chorar, sem necessariamente caracterizar um episódio depressivo.
   O termo depressão, contudo, quando utilizado como sinônimo da doença depressão (transtorno depressivo), significa uma alteração geral no estado de humor da pessoa, que inclui sintomas físicos como alterações de sono e de apetite, podendo apresentar também queixas somáticas como dores de cabeça, dor de estômago e dores musculares. Também apresenta como parte dos sintomas, tristeza, desânimo, dificuldade em sentir alegria ou prazer, falta de vontade ou de interesse para realizar atividades que anteriormente gostava.
   Porém deve ser levado em consideração que tristeza, desânimo e falta de prazer não serão sempre e necessariamente sinônimos de doença. Existem relações da vida de qualquer pessoa que serão marcadas pela tristeza, como:
- Luto pela morte de um familiar ou amigo;
- A separação no casamento;
- A demissão de um emprego;
- O fracasso em um concurso;
   Entre incontáveis outros eventos.
   O limite entre o que é doença e o que é uma reação normal à vida depende de quão intenso é o sofrimento da pessoa e de como ela reage no seu cotidiano aos fatores que a estão deixando triste.
   Podemos, assim, agrupar em quatro modalidades os estados depressivos, principalmente de acordo com a intensidade do sofrimento psíquico. São eles:
- Reações normais de depressão: luto e pesar
- Reações de ajustamento depressivo
- Distimia ou estado crônico de depressão
- Depressão (transtorno depressivo).
   Apenas os três últimos são considerados doenças, sendo a última modalidade o que se denomina transtorno depressivo, ou depressão maior, a depressão propriamente dita.

   REAÇÕES NORMAIS DE DEPRESSÃO: LUTO E PESAR
   Uma reação normal de tristeza ocorre quando um acontecimento da vida tira a pessoa de seu estado habitual de humor, mas ela retorna espontaneamente a ele após cessado o seu período de tristeza.
   Um jovem que estuda durante longo período para o vestibular pode entristecer-se quando recebe o resultado negativo, a reprovação e chorar, tornar-se desanimado por alguns dias; mas na semana seguinte faz sua matrícula para mais um semestre de pré-vestibular. Um término de namoro, uma discussão séria no casamento, a doença de uma pessoa querida, vários podem ser os fatores que deixam alguém com pesar: sentimento de tristeza, desânimo, sensação de falta de prazer com tarefas que antes davam satisfação, choro mais fácil, dificuldade de concentração para trabalhar ou estudar. Porém são sentimentos que têm uma pequena duração no tempo, por dias ou semanas, no máximo, que geralmente não perduram o dia inteiro, não impedindo a pessoa de se cuidar, de fazer suas obrigações profissionais e sociais.
   Da mesma forma pode ocorrer com o sentimento de perda, a sensação de vazio passageira, bem limitada no tempo, pela morte de um familiar próximo ou amigo. Ou ainda pela perda de um emprego, pelo fim de um casamento, pela mudança de cidade do filho que vai estudar, ou até, muitas vezes, pela decepção de um projeto de vida, que não seja mais possível realizar. Esse sentimento de perda caracteriza a tristeza do luto.
   São, portanto, reações normais aos acontecimentos mais difíceis da vida de qualquer pessoa, que se instalam e persistem por alguns dias ou semanas, e em seguida cessam, gradualmente. A maioria das vezes tais reações depressivas não requerem tratamento, mas algumas vezes um tratamento médico baseado em psicoterapia é aconselhado, mesmo por um curto período, pois não raro essas reações normais podem ser também fatores que desencadeiam um estado de depressão que se prolongue mais que o normal.

   REAÇÕES DE AJUSTAMENTO DEPRESSIVO
   São reações um pouco mais graves que as vistas nas reações depressivas normais da vida, mas não tão intensas quanto acontece na depressão propriamente dita.
   Ocorre geralmente um estado de angústia com humor deprimido, ansiedade, preocupação e um sentimento de incapacidade de adaptação que surgem após um acontecimento de vida estressante, como separações, mortes na família, acidentes, doenças físicas graves, entre outros sentimentos. O início dos sintomas é usualmente dentro de um mês da ocorrência do evento estressante, freqüentemente não excedendo 6 meses de duração. Em geral são eventos normais (mesmo que indesejáveis) da vida, que causam estresse e angústia, ou mudanças de vida, mas que resultam em uma reação na pessoa que é um pouco mais severa do que o esperado, sendo mais intensa e persistindo por mais tempo. Geralmente requerem um tratamento médico com psicoterapia, raramente com uso de medicação por um curto período.
   É caracterizada por um período longo (mais de 2 anos em adultos e mais de 1 ano em crianças) em que a pessoa se sente constantemente triste e desanimada. Não chega a ser uma tristeza tão intensa ou incapacitante como o que ocorre nos episódios de depressão maior. Porém, em razão de sua cronicidade e persistência, causa muito prejuízo e sofrimento, tendo repercussões sobre diversas esferas como trabalho, vida social e afetiva. Um episódio de distimia pode ser subseqüente a uma depressão com remissão parcial dos sintomas ou então à uma reação de ajustamento depressivo que não se resolveu ou que não foi tratada. Geralmente há necessidade de associar tratamento medicamentoso à psicoterapia (ou comportamental ou de orientação analítica).


Colaboração: Cândido Norberto da Silva

 

TUMOR DE BEXIGA

O que é?
O tumor de bexiga é uma neoplasia que, em 90% dos casos, surge a partir da mucosa, ou seja, do urotélio vesical. Também chamado de carcinoma transicional de bexiga, constitui 6,2% de todos os tumores os tumores malignos.
Depois da próstata, é a segunda neoplasia urogenital a acometer o homem. Na mulher, é o oitavo câncer mais prevalente (EUA), correspondendo a 2,5% dos cânceres. Em ambos os sexos, a incidência vem aumentando.
Como se desenvolve?
Várias substâncias estão vinculadas ao tumor vesical, dentre elas as mais importantes são o fumo e as aminas aromáticas (encontradas na indústria de tintas, couro, borracha). Vários estudos epidemiológicos suportam a relação entre essas substâncias e o câncer de bexiga. Outras substâncias não conseguiram exibir uma relação mais estreita, mas continuam sob suspeita: cafeína, adoçantes artificiais e os metabólitos do triptofano.
O que se sente?
O tumor pode ser completamente assintomático. A manifestação mais importante é a presença de hematúria (sangue na urina) assintomática (85% dos casos). Noutras situações o tumor pode se apresentar na forma de sintomas urinários como: ardência miccional, aumento na freqüência urinária, dor vesical (25% dos casos).
Como se faz o diagnóstico?
O exame físico do paciente geralmente nada mostra a não ser grandes tumores que podem ser palpados por via abdominal ou retal (ou combinadas). Uma vez levantada a suspeita de tumor deve-se solicitar uma urografia excretória ou ecografia abdominal total, com a finalidade de avaliar o aparelho urinário superior e inferior, descartando dilatação renal e a presença de outros tumores transicionais e verificando o grau de comprometimento da parede vesical pelo tumor. A uretrocistoscopia com biópsia faz o diagnóstico de tumor, pois através dela o urologista vê diretamente o tumor, suas características, localização e número.
Como se trata?
Após a cistoscopia diagnóstica, está indicada a ressecção endoscópica do tumor cuja finalidade é a retirada total do tumor. A retirada deve compreender o tumor e toda a sua base (raiz) de maneira que se tenha,as suas características celulares bem como sua profundidade em relação às paredes da bexiga. A bexiga possui várias camadas: mucosa, submucosa (tecido conjuntivo subepitelial), camada muscular superficial e profunda e tecido adiposo perivesical (em redor da bexiga). Conforme a penetração nessas camadas, os tumores vesicais são classificados em vários tipos. De uma maneira simplificada, eles podem ser:

Superficiais
Profundos
Metastáticos
Outro dado importante são as características celulares do tumor classificadas em graus de I a III.
A pesquisa da extensão tumoral (estadiamento) envolve vários exames e compreendem:

Biópsias aleatórias de bexiga
Biópsia da uretra prostática
Palpação bimanual da bexiga
Tomografia computadorizada abdominal total
O tratamento dos tumores vesicais é um dos mais complexos, pois as variáveis são muitas. De uma forma resumida, os tumores superficiais e de baixo grau são tratados com ressecção endoscópica e acompanhados com cistoscopias periódicas. Em algumas situações, esse tratamento pode ser complementado com instilações vesicais (tiotepa, mitomicina, doxorrubicina, BCG).
Tumores profundos ou de alto grau são levados à cistectomia radical com derivação urinária. Neste tipo de tratamento, a bexiga é retirada e a urina desviada para a pele através do intestino. Outra opção é retirar a bexiga e reconstruir outra a partir de alças intestinais, permanecendo o paciente com micção pela uretra. Para os pacientes que não têm condições cirúrgicas ou que se negam a realizar a cirurgia, a radioterapia é uma alternativa. Em presença de metástases, o tratamento é a quimioterapia.
Prognóstico
Depende do grau histológico e do estadiamento do tumor.

Colaboração: Cândido Norberto da Silva

TROMBOSE VENOSA PROFUNDA


Sinônimos e nomes populares:
Trombose, flebite, tromboflebite, flebotrombose e doença tromboembólica.

O que é?
A trombose venosa profunda (TVP) é o desenvolvimento de um trombo (coágulo de sangue) dentro de um vaso sangüíneo venoso com conseqüente reação inflamatória do vaso, podendo, esse trombo, determinar obstrução venosa total ou parcial.
A TVP é relativamente comum (50 casos/100.000 habitantes) e é responsável por seqüelas de insuficiência venosa crônica: dor nas pernas, edema (inchaço) e úlceras de estase (feridas). Além disso, a TVP é também responsável por outra doença mais grave: a embolia pulmonar.

Como se desenvolve?
O desenvolvimento da TVP é complexo, podendo estar relacionado a um ou mais dos três fatores abaixo:

Estase venosa:
Situações em que há diminuição da velocidade da circulação do sangue. Por exemplo: pessoas acamadas, cirurgias prolongadas, posição sentada por muito tempo (viagens longas em espaços reduzidos - avião, ônibus).

Lesão do vaso:
O vaso sangüíneo normal possui paredes internas lisas por onde o sangue passa sem coagular (como uma mangueira por onde flui a água). Lesões, rupturas na parede interna do vaso propiciam a formação de trombos, como, por exemplo, em traumas, infecções, medicações endovenosas.

Hipercoagulabilidade:
Situações em que o sangue fica mais suscetível à formação de coágulos espontâneos, como por exemplo, tumores, gravidez, uso de anticoncepcionais, diabete, doenças do sangue.

Embora possa acometer vasos de qualquer segmento do organismo, a TVP acomete principalmente as extremidades inferiores (coxas e pernas).
Algumas pessoas estão sob maior risco de desenvolver TVP quais sejam: história de TVP anterior ou embolia pulmonar, varizes, paralisia, anestesias gerais prolongadas, cirurgias ortopédicas, fraturas, obesidade, quimioterapia, imobilização prolongada (síndrome da classe econômica), uso de anticoncepcionais, gravidez, queimaduras, entre outros.

O que se sente?
Os sintomas da TVP variam muito, desde clinicamente assintomático (cerca de 50% dos casos de TVP passam despercebidos) até sinais e sintomas clássicos como aumento da temperatura local, edema (inchaço), dor, empastamento (rigidez da musculatura da panturrilha).

Como o médico faz o diagnóstico?

Quando a TVP se apresenta com sinais e sintomas clássicos são facilmente diagnosticados clinicamente. Na maioria das vezes isso não acontece e são necessários exames complementares específicos, tais como: flebografia, ecodoppler a cores e ressonância nuclear magnética.

Como se trata?
No tratamento da TVP visa-se prevenir a ocorrência de embolia pulmonar fatal, evitar a recorrência, minimizar o risco de complicações e seqüelas crônicas. Utilizam-se medicações anticoagulantes (que diminuem a chance do sangue coagular) em doses altas e injetáveis.

Como se previne?
O fato de a TVP ocorrer em pacientes hospitalizados que ficam muito tempo acamados ou em cirurgias grandes faz com que a prevenção seja necessária. Portanto, nestes casos, utilizam-se medicações anticoagulantes em baixas doses para prevenir a TVP.
Já para pessoas em geral o simples fato de caminhar já é uma forma de prevenção. Ficar muito tempo parado, sentado propicia o aparecimento de TVP. Portanto, sempre que possível, não ficar muito tempo com as pernas na mesma posição. Para os que já têm insuficiência venosa e, por conseguinte, maior risco de trombose, o uso de meias elásticas é recomendado.

Colaboração: Cândido Norberto da Silva

 

Doenças no Inverno

A queda de temperatura anuncia a chegada de uma temporada pouco confortável para muita gente. É a época dos espirros, tosses e de outras conseqüências desagradáveis. São as chamadas doenças de inverno, ou seja, males que atacam com mais agressividade nos meses mais frios do ano: Gripes, Resfriados, Rinite, Asma, Bronquite, Infecções respiratórias.

DIFERENÇAS ENTRE RESFRIADO E GRIPE
Resfriado:

O QUE É
Infecção diferente da gripe. Em geral, é causada pelo adenovírus e o rinovírus. Mas existem cerca de 200 variações de microorganismos que dão origem ao resfriado.

SINTOMAS
Ataca principalmente o nariz e a garganta. Espirros, coriza e tosse. A recuperação acontece em dois ou três dias.

PREVENÇÃO
Exercícios regulares, boa alimentação e descanso. Evite lugares fechados e cheios.
Gripe:

O QUE É
Infecção respiratória causada pelo vírus influenza tipos A e B e altamente contagiosa.

SINTOMAS
Variam conforme mutações sofridas pelo vírus na temporada. Em geral, há um cansaço extremo, febre por dois ou três dias, dores no corpo, de cabeça e na garganta, coriza. A melhora ocorre depois de três ou cinco dias.

PREVENÇÃO
Boa alimentação, beber muita água, fazer exercícios e dormir bem. A vacina também reforça a imunidade.

ASMA
A ASMA é caracterizada pela inflamação, inchaço e estreitamento dos brônquios, o que dificulta a passagem do ar. A asma é considerada uma doença inflamatória, com vários fatores desencadeantes, como substâncias ou produtos que irritam as vias aéreas (pó, produtos de limpeza, perfumes, etc.), infecções virais, atividade física intensa e até fatores emocionais. Os sintomas mais freqüentes durante uma crise de asma são a tosse, o chiado na expiração, a falta de ar e a sensação de aperto ou opressão no peito, podendo variar de intensidade conforme cada caso. É comum um quadro de asma ter início com crises leves, de pouca duração, que cedem facilmente. A cada inverno, no entanto, os ataques podem tornar-se mais intensos e demorados, até se tornarem contínuos. Existem tratamentos que podem ser aplicados no momento da crise e outros como preventivos, podendo também ser combinados. Os medicamentos disponíveis são bronco dilatadores e antiinflamatórios ou corticosteróides, além de outras abordagens não medicamentosas. Embora o ataque não seja muito intenso se tratado adequadamente, existem casos em que a crise pode ser fatal, especialmente em pacientes cardíacos e grávidas.

BRONQUITE
A BRONQUITE é facilmente confundida com a asma. É uma inflamação dos brônquios e bronquíolos, que provoca um inchaço na mucosa e dificulta a passagem do ar. Em decorrência disso, produz-se o chiado à inspiração e expiração características da doença. A tosse e a produção crônica de secreção são marcantes. As origens da bronquite podem variar desde as mais comuns, como a gripe, até o cigarro, a poluição e a inalação de gases tóxicos. Nas crianças, que ainda não desenvolveram um sistema imunológico satisfatório, as crises de bronquite geralmente surgem uma atrás da outra, mas o problema agrava-se quando o processo inflamatório fica crônico. A chamada bronquite crônica caracteriza-se por expectoração em pelo menos três meses por ano, em dois anos consecutivos.

PNEUMONIA
A PNEUMONIA tem origem a partir de infecções virais, bacterianas ou alérgicas. Quase metade dos quadros de pneumonia é causada por vírus. A maior parte deles ataca o aparelho respiratório superior e suas vítimas preferidas são as crianças. Os pulmões sofrem um processo inflamatório e o espaço ocupado pelo ar é preenchido por líquido e pus. Assim, o oxigênio encontra dificuldade em atingir o sangue e, dependendo da gravidade, a pneumonia pode ocasionar a falta de ar. Dentre os sintomas mais comuns estão a febre alta, a tosse com fortes dores no peito, catarro e dificuldades para respirar.

RINITE ALÉRGICA
A RINITE ALÉRGICA normalmente é causada após o contato com poeira, mofo, cheiros fortes, produtos químicos, cigarro, mudanças de temperatura e umidade. O quadro de rinite tem evolução crônica, com períodos de melhora e piora. Os sintomas vão desde coriza, espirros, coceira no nariz até obstrução nasal. O tratamento da rinite pode ser feito com soro fisiológico, antialérgicos, corticosteróides nasais e controle dos fatores ambientais que desencadeiam as crises alérgicas.

Colaboração: Cândido Norberto da Silva
03/05/2010

DOR NO PEITO, ANGINA E INFARTO


O tórax, o peito, é formado por um bom número de órgãos e tecidos que podem se manifestar por sensações dolorosas. Entre as dores mais temidas, estão às chamadas dores do coração e, dentre as quais, a angina do peito e o infarto são as que motivam maiores temores por serem as mais conhecidas e consideradas como as de maior probabilidade de serem fatais.
A angina pectoris é um tipo de dor que o paciente sente no peito, braço ou nuca e que aparece com a realização de esforços ou emoções ou mesmo sem fator provocador aparente. A angina é uma dor que provoca medo, daí o nome angina, que significa medo, angor em latim. É uma dor que costuma deixar o paciente imóvel, assustado e que dura poucos segundos.
A sensação de dor na angina é provocada pela diminuição do sangue que passa pelas artérias que irrigam o músculo cardíaco. Este é um sinal de que pouco sangue está irrigando o coração durante aquele momento, geralmente, durante algum esforço. Se o esforço diminuir ou cessar, a dor pode ceder. Se a pessoa continuar no esforço e a dor persistir pode significar que a angina progrediu para um estágio mais grave da doença, qual seja o infarto do miocárdio.
A falta de sangue relativa para um órgão denomina-se isquemia. Ao chegar pouco sangue para manter uma parte do músculo cardíaco suprido de oxigênio e nutrientes, esta parte pode funcionar menos bem, com menos força e provocar a dor denominada angina. A falta total de sangue para um tecido ou órgão em poucos minutos pode significar a morte deste tecido com a perda total da sua função. Caso uma porção maior do músculo cardíaco deixa de receber sangue, o coração pode tornar-se incapaz de manter o sangue circulando e o paciente pode morrer. Se o paciente sentir dor é porque ainda existe músculo vivo, pois um músculo morto não doe. Em torno de uma parte morta do músculo cardíaco, pode haver uma parte lesada e isquêmica viável, que merece todos os esforços para ser conservada viva.
O infarto do miocárdio acontece quando uma parte do músculo cardíaco deixa de receber sangue pelas artérias coronárias que a nutrem. Esta falta de sangue leva o músculo à morte. Nessa situação clínica, a dor pode ser maior ou menor intensidade e costuma ser acompanhada de outras manifestações:
Piora e maior duração da dor,
A pressão do paciente cai,
Ele sua muito, fica pálido, inquieto, tem a sensação de morte iminente;
Por fim, o paciente apresenta confusão mental até a perda total da consciência e morte, caso não houver um pronto atendimento.
A maioria dos pacientes que morrem de infarto não chega a ter atendimento médico. Existem infartos mais ou menos graves, a gravidade depende da extensão, da localização, da idade do paciente, além de outras doenças concomitantes que podem agravar a doença.
Infartos pequenos, que lesam menos músculo cardíaco têm melhor prognóstico: quanto maior a lesão do coração maior chance do paciente morrer.
Infartos que atingem regiões importantes do coração, como o local onde se geram os estímulos cardíacos e infartos que provocam arritmias, costumam ser mais graves.
Pacientes idosos de maneira geral toleram melhor um infarto do que as pessoas jovens que não desenvolveram uma circulação colateral, como os idosos onde a doença isquêmica já existe há mais tempo.
Outras doenças concomitantes, como diabete, enfisema, hipertensão arterial, podem piorar um prognóstico.
A grande maioria dos casos de morte súbita é provocada pelo infarto do miocárdio.
Pequena digressão histórica
Seguidamente, os médicos escutam de seus pacientes que o pai ou avô ou alguma tia morreu de angina. Ora, a angina, nos conceitos atuais, não costuma ser fatal. Há cerca de 50 anos era usual ouvirmos falar em falsa angina e verdadeira angina do peito. O infarto era considerado a verdadeira angina, a que levava à morte. Já a falsa angina era a dor passageira no peito, que poderia terminar ou não em angina verdadeira. Não se dispunha do eletrocardiograma para diferenciar as duas situações clínicas.
Hoje em dia, a falsa angina é o que denominamos somente de angina e a verdadeira angina é denominada de infarto. Se alguém disser que o avô faleceu de angina, provavelmente, tratou-se de um infarto do miocárdio. É comum as pessoas confundirem estes termos. Estas pessoas que ainda têm a angina como doença fatal podem entrar em pânico quando lhes dissermos serem portadores de angina. Sempre é bom esclarecer esta dúvida antes de assustá-los mais do que necessário.
Dor no peito não é sinônimo de doença do coração. Existem no tórax diversas estruturas que podem doer. Citam-se doenças do esôfago, do pulmão, das pleuras, da aorta, dos músculos, das costelas, das mamas e da pele. Alterações da coluna podem provocar dores no peito confundíveis com doenças do coração.
Existem dores de origem emocional, que podem ser observadas em pessoas que querem chamar a atenção. Mesmo em crianças são relatadas dores no peito, simulando situações cardíacas. Isso pode acontecer quando imitam os pais ou avós que tenham angina de peito ou tiveram infartos do miocárdio.
Sempre cabe aos médicos esclarecer as diferentes possibilidades de diagnóstico. São eles que devem orientar a investigação complementar para tirar dúvidas, porque nem toda dor no peito é angina ou infarto, nem todo infarto é precedido de angina, nem toda angina acaba em infarto do miocárdio. Para complicar, nem todo infarto doe. Não é raro um médico detectar num eletrocardiograma a cicatriz de um infarto que aconteceu e o paciente nem percebeu.
O infarto do miocárdio, uma doença, muitas vezes, fatal ou indicadora de uma vida mais breve, pode atingir as pessoas em diferentes idades, que vão desde a infância, quando é mais raro acontecer, até a idade avançada, fase mais freqüente.
Fonte: ABC da saúde. Acesso 11/04/10.
Colaboração: Cândido Norberto da silva.
 
     

 © Prefeitura Municipal de Sertão Santana / RS / BRASIL
Rua 24 de Março nº 1890 Fones: 051-3495-1066 e 3495-1075 - Email: imprensa@sertaosantana-rs.com.br
Desenvolvido por: CGMMAR - Informática - ccarsou@hotmail.com / Parceria CDL - Sertão Santana
© Copyright 2010 -Sertão Santana. All Rights Reserveds.

 

Visitantes nessa página: 150